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Outros Povoados

Outros atrativos são os pitorescos povoados de pescadores localizados no arquipélago de Tinharé e também fora deste, que merecem com toda certeza uma visita! Vilarejos à beira-mar, encantadores pelas paisagens deslumbrantes, características rústicas, isolamento e tranqüilidade. São o destino para quem busca sossego. Percorrer estes pequenos povoados, habitados por gente simples e simpática, será uma ótima opção de turismo para você conhecer mais sobre a história e a cultura do local. Enganam-se aqueles que pensam que as paisagens destes lugares são sempre as mesmas. Mudam a cada percurso e você encontrará diferentes panoramas, um mais bonito que o outro.
Com coqueirais, praias semi-desertas, recifes, corais, rios, mangues, Mata Atlântica ainda preservada e piscinas naturais em alto mar. Verdadeiros cartões-postais de tirar o fôlego.

Alguns destes refúgios vizinhos de Morro de São Paulo, estão até hoje distante do desenvolvimento turístico e conservam um ritmo de vida típico, com um povo pacato e trabalhador que vive basicamente da pesca e vê a rotina ser alterada somente nas ocasiões em que recebe as visitas de turistas vindos dos  passeios em volta a ilha.

As comunidades preservam a cultura deixada por seus antepassados e a celebram em suas festa típicas.

São a maioria destes povoados que garantem o abastecimento de pescado para Morro de São Paulo e em seus modestos restaurantes encontramos deliciosos pratos servidos á base de peixe, lagosta, polvo e outras especialidades de frutos do mar. A maioria tem infra-estrutura simples, mas suficiente para atender a demanda. Claro, que este não é o caso da cidade de Valença e de sua praia mais famosa, o Guaibim, onde o turismo despontou há muitos anos e conta com uma estrutura bem maior do que vista nos demais povoados citados. Mas em Gamboa, Galeão e nas aldeias de pescadores da vizinha ilha de Boipeba, você notará e sentirá a hospitalidade e humildade destes recantos presenteados com uma natureza exuberante. Um pouco da história e da vida destes lugares está descrita abaixo para você conhecer desde já e incluí-los em seu roteiro durante sua estadia em Morro de São Paulo.

Tabela de Conteúdos


1 - Introdução a Boipeba
    1.1 - Como Chegar a Boipeba
    1.2 - História da Ilha
    1.3 - Igreja do Divino Espírito Santo
    1.4 - Igreja de São Sebastião
2 - Introdução a Cairu
    2.1 - História de Cairu
    2.2 - Convento de Santo Antônio
    2.3 - Igreja Matriz de N. S. do Rosário
    2.4 - Antiga Prefeitura
    2.5 - A Economia
    2.6 - Festas Folclóricas de Cairu
 3 - Introdução a Galeão
    3.1 - História do Galeão - Igreja de São Francisco Xavier
 4- Gamboa
  4.1 - História do povo da Gamboa
  4.2 - Festas da Gamboa
5 - Introdução a Valença
   5.1 - Como Chegar
   5.2 - A antiga Fábrica de Tecidos
   5.3 - Atrações Turísticas Naturais de Valença
   5.4 - História da cidade de Valença - Igrejas e sobrados: a herança de 400 anos
   5.5 - Galeria histórica de Valença


Introdução a Boipeba

Boipeba

Boipeba, é uma das três ilhas habitatadas do Arquipélago de Tinharé, está localizada ao sul de Morro de São Paulo e cercada de um lado pelo Oceano Atlântico e de outro pelo Rio do Inferno, rio que a separa de Morro de São Paulo. O nome Boipeba, é de origem indígena (Tupi) e significa “cobra chata”. No local não entram automóveis, sendo todos os percursos feitos a pé ou de trator.

Os acessos podem ser vias marítima, fluvial ou ainda aérea. Você poderá chegar até a ilha de Boipeba saindo de Salvador, de Valença ou até mesmo diretamente de Morro de São Paulo. A partir de Morro de São Paulo saem diariamente lanchas ou tratores com destino à Boipeba, que também fazem os passeios de volta a ilha. Consulte o link Como Chegar de MSP a Boipeba e saiba como são  feitos estes acessos. A ilha de Boipeba é formada por Velha Boipeba, São Sebastião também conhecido como Cova da Onça, Ponta dos Castelhanos, Moreré e Monte Alegre.

São 20 quilômetros de praias, em sua maioria desertas, com águas transparentes e calmas. Manguezais, coqueirais, uma densa vegetação da Mata Atlântica e piscinas naturais em alto mar completam o cenário deste paraíso.

Vale a pena conhecer cada recanto desta ilha, que por ser mais afastada do burburinho de Morro de São Paulo torna-se o lugar ideal para quem busca sossego. Confira mais sobre as praias de Boipeba no link Outras Praias Próxima a Morro de São Paulo. A ilha conta com uma boa infra-estrutura com pousadas e restaurantes que com certeza lhe agradarão pela simplicidade e hospitalidade. A maioria dos empreendimentos localiza-se na Boca da Barra. A atividade econômica predominante em Boipeba é a pesca e o povoado está inserido na APA (Área de Proteção Ambiental), devido seu rico patrimônio natural e a necessidade de preservar os ecossistemas da ilha.

Além da natureza exuberante e primitiva de suas praias, Boipeba reserva outras surpresas com lugares e passeios que você não pode deixar de conhecer. São estes, a Igreja do Dívino Espírito Santo, cuja fundação foi no século 17; a Casa de Farinha, local onde fabrica-se farinha de mandioca; o Museu da Ilha, que guarda um acervo de curiosidades montado por um simpático pescador chamado Tavinho e os passeios de canoa pelo Rio do Inferno.

Boipeba Povoado - barco

Se você tiver a sorte de estar em Boipeba na época da Festa do Divino, cuja realização é na sétima semana após a Páscoa, não poderá deixar de assistir.

É uma grande festa em homenagem ao padroeiro de Boipeba e as comemorações iniciam-se com a lavagem da igreja. O cortejo de baianas mistura-se ao povo e embala a festa com cânticos típicos. Além da Festa do Divino, Boipeba promove outros eventos típicos que mantém viva a cultura do vilarejo: a Festa de Monte Alegre, na Vila de Monte Alegre em 05 de Janeiro e a Festa de São Sebastião, em 20 de Janeiro no povoado de Cova da Onça. Ainda dentro das atrações da ilha está o “Morro do Quebra Cu”.

Acalme-se que não é nada disso que você está pensando ! Trata-se de um mirante de onde se pode apreciar um belíssimo pôr-do-sol, com uma paisagem inesquecível emoldurada pelo manguezal. Enfim, motivos e opções não faltarão para você conhecer Boipeba. Além de estar num lugar de praias desertas e deslumbrantes, você ainda desfrutará de momentos especiais e da simpatia dos nativos.


Como chegar a Boipeba

O acesso a ilha de Boipeba pode ser feito de diversas maneiras, saindo de Salvador, Valença, Torrinhas e Morro de São Paulo. No link Como Chegar de MSP a Boipeba, você encontrará todas as informações necessárias para viajar até Boipeba saindo de Morro de São Paulo e a seguir também damos a dica de como chegar a este paraíso chamado Boipeba, através da capital baiana. A maneira mais rápida, sem dúvida será pelo traslado aéreo direto de Salvador. A empresa aérea Addey trabalha com vôos diários, saindo do Aeroporto Luis Eduardo Magalhães nos seguintes horários: 8h30, 12h30 e 15h30. A passagem custa R$ 290,00 e o tempo do percurso é de 30 minutos.    

Saindo de carro de Salvador: A distância da capital baiana até Boipeba é de 155 km, num total de 4 horas de viagem. Para fazer este percurso você terá que pegar o ferry boat até Bom Despacho, cuja duração tem uma hora. Em Bom Despacho, você embarcará para a cidade de Valença e é bom saber que há linhas de ônibus regulares. Chegando em Valença, haverá duas opções: por Torrinhas, com ônibus e depois pegar uma embarcarção rumo a Boipeba ou então pegar diretamente um barco que leva até Boipeba e cujo horário diário é às 12h30. O ônibus de Valença a Torrinhas, chama-se Expresso Boipeba e há saídas diariamente às 11h e 14h, sendo que nos domingos há apenas um horário: o das 14h. Se você estiver com carro, o caminho será pela BA-001 até Valença ou Torrinhas. Existem estacionamentos para você deixar seu carro nestas duas localidades.

Como chegar a Boipeba
No link Como Chegar/Chegando a Valença, você terá algumas dicas de estacionamentos.


Historia da ilha de Boipeba

História de Boipeba

Boipeba foi fundada em 1537 por jesuítas e elevada à condição de Vila no ano de 1610. A ilha também foi residência jesuítica no século 16. Em 1599 os jesuitas se refugiaram em Boipeba devido os ataques dos Aimorés e Camamus. No ano de 1559, movidos pelas campanhas realizadas pelo Governador da época no Brasil, Mem  de Sá, alguns colonos começaram a ocupar as terras desta região e em 1565 foram criadas as vilas de Cairú e Boipeba. Foram os jesuítas os primeiros que tiveram contato com os índios nesta região. As ruínas do Colégio instalado no povoado de Cova da Onça, conhecido também como São Sebastião, são indícios da permanência dos jesuítas e da preocupação destes em proteger os índios contra a escravidão. Há registros que em agosto de 1534 um famoso pacificador de índios chamado Caramuru visitou as ilhas devido um naufrágio da nau espanhola Madre de Dios ocorrido ao sul de Boipeba. O local ficou conhecido como a Ponta dos Castelhanos.

Com a decadência econômica que atingiu Cairú em meados do século 18, Boipeba perdeu a condição de Vila e ficou reduzida a poucos moradores, sendo considerados a maioria destes, pobres. No ano de 1811, Baltasar da Silva Lisboa transfere a nova Boipeba para o continente, dando origem a cidade de Nilo Peçanha. Como herança histórica, Boipeba guarda no antigo povoado duas igrejas que representam a fundação da ilha. São as Igreja do Dívino Espírito Santo e Igreja de São Sebastião.


Igreja do Dívino Espírito Santo

A Igreja de São Sebastião é o mais importante monumento histórico de Boipeba, tendo sido criada em 1616, sob a condição de Capela do Divino Espírito Santo. Foi elevada a Freguesia pelo Quarto Bispo, D. Constantino Barradas, sob o nome de Divino Espírito Santo de Boipeba.

No ano de 1933, um fato curioso ronda o templo: bandidos realizaram escavações ao  redor de uma lápide, que tinha inscrições em latim, à procura de tesouro. Nada foi encontrado.

Entre 1977 e 1979 a igreja esteve em obras, cuja restauração do telhado teve supervisão do Frei Stanislau, pertencente ao Convento de Santo Antônio, de Cairú.

A Igreja apresenta planta em cruz latina, comuns as igrejas de aldeias jesuíticas do século 17, duas sacristias e sineira com acesso pelo exterior, através de escada de madeira.

A Igreja de São Sebastião já passou por diversas reformas, inclusive na fachada e no piso, cujo antigo encontra-se até hoje embaixo do atual. Como destaque, no teto da capela-mor existe uma pintura que representa o Divino Espírito Santo.
Igreja Boipeba


Igreja de São Sebastião

Situada no povoado de Cova da Onça, na ilha Boipeba, a Igreja de São Sebastião fica de frente para o mar. Um belo cartão postal de Boipeba. A igreja possui algumas imagens como a de Via Crucis. Sua data de construção é do início deste século, porém foi concluída somente em 1976, quando foram finalizados a sacristia e o corredor lateral. Conforme o Inventário de Proteção ao Acervo Cultural (IPAC), elaborado pela Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo da Bahia no ano de 1988, a Igreja de São Sebastião foi  iniciada em 1914 por Laurencio Machado, tendo sido  autorizada pelo Frei Cornélio, do convento de Cairú. A área onde foi erguida teria sido doada pelo senhor Peixoto, da Cia Valença Industrial. A lápide mais antiga encontrada na igreja é datada de 1916.

Tópicos relacionados: Arredores de Morro


Introdução a Cairu

Cairu
Cairu é uma das três ilhas habitadas que formam o Arquipélago de Tinharé e sede administrativa do mesmo. Sua denominacao significa “Boca da Mata” em tupi, uma alusão ao manguezal que até hoje é fonte de renda para a população.

Considerada a segunda cidade mais antiga do País é também o único município-arquipélago brasileiro e a única illha de Tinharé  ligada ao continente através de uma ponte que permite o acesso rodoviário. Está distante da cidade de Valença a 49 quilômetros e de Morro de São Paulo  fica aproximadamente 1h40min de barco convencional e a 40 minutos de lancha rápida.

A distância de Salvador é de aproximadamente 305 km pelas rodovias BA-001 a BR-101. O município possui uma extensão de 451 km quadrados e segundo revela o Censo do IBGE  no ano de 2007, Cairu contava com 2.870 habitantes. Sua orla é composta por um imenso manguezal e não há praias consideradas propícias para o banho.
Além de sediar a Prefeitura e outros órgãos municipais, a cidade possui uma boa infra-estrutura com pousadas, hotéis e restaurantes. Mas mesmo assim, é isolada do circuíto turístico e das badalações vistas nas ilhas vizinhas. Possui grande importância no cenário histórico brasileiro que está retratada através do Centro Histórico, cuja área de 3,79 hectares inicia na Praça da Matriz (Praça Benjamin Constant) seguindo até o final da Rua Direita, próximo ao porto.

Neste espaço ficam localizados 93 imóveis, grande parte destes do século 19 e antigas construções do tempo do Brasil Colônia como o primeiro convento do país, com o nome de Santo Antônio, erguido em 1654. O convento possui um raro conjunto de azulejário que não pode deixar de ser contemplado. Ainda como parte da herança cultural portuguesa está a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, datada do século 18.

No calendário de festas religiosas de Cairu está a em homenagem a Nossa  Senhora do Rosário, realizada no primeiro domingo de outubro. Apesar da ausência de belas praias, Cairu não deixa de ser uma das atrações turísticas da Costa do Dendê. O munícipio recebe diariamente os turistas provenientes dos passeios que saem de Morro de São Paulo e arredores. Portanto, Cairú não pode ficar de fora do seu roteiro. Quando viajar a Morro de São Paulo, dê uma escapadinha até esta antiga cidade e desfrute da história do arquipélago de Tinharé.
Cairu  Povoado de Cairu


História de Cairu

História de Cairu
Cairu foi fundado na ocasião do desbravamento da Capitania de Ilheús, em 1608, com o nome de  Vila de Nossa Senhora do Rosário de Cairu. Nos tempos de sua colonização, Cairu era tão próspero que já chegou a emprestar dinheiro para a Coroa Portuguesa durante a reconstrução de Lisboa. Na ocasião, a capital de Portugal, foi destruída por um terremoto no início do século 18. Domingos da Fonseca Saraiva foi um dos primeiros povoadores. Foi ele quem construiu uma capela, em 1610, que tornou-se a Igreja Matriz. Segundo dados de uma pesquisa realizada em 1998 pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul Baiano (IDES), órgão ligado ao Ministério da Cultura, Cairu  teve a maior concentração de índios, originalmente pacíficos de todo o litoral brasileiro. Escavações feitas em terras do município ainda hoje, podem levar ao encontro de cachimbos, vasos cerâmicos e machados de pedra. Utensílios que comprovam a forte presença indígena. Ainda de acordo com a pesquisa, dois séculos apenas separaram a ocupação dos índios da colonização portuguesa. Há também registros da presença dos negros de Angola, que teriam formado quilombos na região.

No ano de 1635 Cairu recebeu a visita de novos colonos, com o objetivo de fugir dos ataques das esquadras holandesas. Em 1644, o governo ordenou que os moradores do arquipélago abastecessem de farinha as tropas da capital baiana e Cairu teve uma forte participação neste sentido.

Cairu foi elevado a categoria de Vila em 1654 e não somente na  cidade, mas também em outros povoados como Camamu, Boipeba e em Morro de São Paulo começaram a surgir os conventos, casas, sobrados praças e igrejas.

Foi assim que surgiu no alto de uma elevação o Convento de Cairu, em 1654. Segundo Antonio Risério em seu “Tinharé – História e Cultura no litoral Sul da Bahia” (BYI Projetos Culturais LTDA/2003), “ Esse convento, que remete o observador de Paraguaçu, hoje arruinado, chagoso, é uma das belas obras barrocas da Bahia. Bonita e também muito interessante é sua vizinha, a Matriz de Nossa Senhora do Rosário, igualmente plantada no século 17. ......”.

A memória viva da importância histórica da cidade são estes dois patrimônios, o Convento de Santo Antônio e a Igreja Matriz.

Cairu Convento
No ano de 1799 Valença se desmembrou do município e a Capitania de Ilhéus foi rompida  em 1833, criando-se assim duas comarcas: a de Valença, da qual fazia parte Cairu e a de Ilhéus. Cairu foi elevada a cidade em 1938, através do Decreto-Lei Estadual nº 10.724. Conforme revela a pesquisa realizada pelo IDES,  uma nova fase administrativa tem início em 1993 para Cairu. Fase esta marcada por ações inéditas  e pelo arejamento de ideaís e atitudes. Com esta nova fase Cairu dá início ao reconhecimento da herança de seu patrimônio histórico.

Com a integração dos Governos Federal, Estadual e Municipal e ainda o apoio de entidades ligadas ao turismo foram promovidos encontros que objetivavam divulgar e ordenar o turismo na região. Atualmente existe um projeto denominado de Cairu 2030 desenvolvido em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); Governo do Estado, através da Bahia Pesca (Seagri); Universidade Livre da Mata Atlântica (Uma); Prefeitura; entidades civis e comunidade. A iniciativa tem como objetivo transformar Cairu numa referência de preservação ambiental, inclusão social e viabilidade econômica.


Convento de Santo Antônio

Cairu - Convento de Santo Antônio

Parada obrigatória para os turistas que visitam a cidade, o Convento de Santo Antônio  foi construído por iniciativa dos frades franciscanos e financiado por doações da população na época A pedra fundamental é datata de 1654.

O convento é tombado pelo Patrimonio Histórico Nacional (processo nº 258-T, Livro das Belas Artes, fls. 55. Data: 17.X.1941) e considerado um marco cultural. Sua localizacao é no centro da cidade, no final da ladeira, na continuação da Rua Direita.

Geralmente recebe turistas que fazem os passeios de volta a ilha, mas se você não estiver disposto a fazer todo o percurso, também poderá visitá-lo isoladamente. No local respira-se história pura e desde a chegada até cada detalhe no seu interior, pode-se notar a forte influência das colonizações portuguesa e jesuítica.

Em frente a fachada há um cruzeiro de pedra. Do lado esquerdo da Igreja ficam as ruínas da capela-mor da Ordem Terceira, que até hoje não foram concluídas.

O convento abriga muitas imagens, entre estas está a de Santo Antônio de Pádua, feita em pedra; a de Nossa Sra. de Brotas, datada do século 17; a Rosa de Viterbo e a de Nossa  Sra. da Lapa. Possui também móveis do século 18 em jacarandá.

O pátio interno e a sacristia são decorados por painéis de azulejos pertencentes ao século 17. Nestes espaços ficam armários, que antigamente serviam para enganar possíveis ladrões e guardar assim o patrimôniodo convento. Sua existência teve início em 1650 quando a Congregação Franciscana decidiu fundar um Convento na Bahia, mais precisamente em Cairu e os fiéis Gaspar da Conceição, João da Conceição e Francisco de Lisboa vão residir na cidade para dar início às obras.

Em 1654 as obras foram iniciadas e entre o período de 1661 e 1750 foram concluídos os cômodos da sacristia, portaria do convento, conclusão da decoração da igreja. No ano de 1801 é registrada uma diminuição em relação ao número de frades e em 1894 os últimos padres deixam o convento. As primeiras obras de conservação aconteceram em 1907, quando o convento é  recuperado pela Ordem e entre os anos de 1946 e 1978 passou por diversas restaurações em suas instalações e recebeu também a visita de pessoas ligadas a órgãos responsáveis pelo patrimônio brasileiro.

Convento Cairu


Igreja Matriz de N. S. do Rosário

A Igreja, que também é da Padroeira da cidade, fica  situada na parte alta da cidade e faz parte do Centro Histórico de Cairu. Foi construída em1610 por Domingos da Fonseca Saraiva, o fundador de Cairu. Os altares foram todos confeccionados em talha neoclássica, os arcos cruzeiro em arenito e pintados a óleo. O templo abriga imagens de Nossa Senhora do Rosário, Nossa  Senhora das Dores, São José e São Miguel. Originária do século 17 passou por algumas reformas realizadas entre os séculos 18 e 19,  que objetivaram ampliar o templo, porém, não foram totalmente concluídas.

A primeira ocorreu no ano de 1715, quando foi reformada. Em 1752 é construída a segunda metade da torre e abertas mais duas portas na fachada. Somente dois séculos depois, mais exatamente em 1907, foram colocados novo telhado e forro e por fim, em 1977 a igreja passa por uma grande limpeza e pintura da fachada.


Antiga Prefeitura

Prefeitura de Cairu

Outro prédio que serve como referência histórica para Cairu, está localizado na entrada da cidade, para quem chega pela rodovia BA-001.

O prédio da antiga prefeitura, um sobrado que possuía dois andares e um porão, tendo sido uma antiga casa de residência, que segundo arquivos foi possivelmente transformada em Casa de Câmara  no século 18. Não existem registros que comprovem a data de sua construção.

O prédio teria sido doado ao município por dois irmãos de identidades ignoradas. Em 1963 a sede da prefeitura foi transferida para outro prédio situado na mesma rua e o andar superior do sobrado ficou sendo utilizado como  quartel de soldados da polícia.

No ano de 1982 um incêndio destruiu o sobrado e restou somente a fachada principal. Em 1986 foram demolidos os últimos vestígios do sobrado e em seu lugar foi erguido um barracão.


A Economia

Cairu foi um grande centro econômico no período que compreende os séculos 17 até o final do 18, devido o comércio de madeira proveniente das zonas de Valença e Taperoá. Além deste tipo de comércio, havia ainda o cultivo de farinha, cana-de-açúcar e arroz.


Em 1756, após sofrer um terrível e avassalador terremoto, a capital de Portugal, Lisboa, teve que ser reconstruída e Cairu desempenhou importante papel neste cenário. Durante três décadas contribuiu com uma quantia anual à Coroa Portuguesa. Durante o século 18 a cidade era considerada a  mais segura e melhor moradia na região. Também foram promovidas as culturas de cacau, do café e a extração de madeira e de piaçava até o início do século 19, que foram as mais  importantes atividades econômicas de Cairu. Sendo que o município chegou a ser um dos mais importantes centros de produção de piaçava, e ainda hoje, em suas terras podem serem encontradas terras com cultivo da planta.

De acordo com o Inventário de Proteção do Acervo Cultural (IPAC) da Secretaria  da Indústria, Comércio e Turismo da Bahia, realizado em 1998, Cairu tinha no ano de 1759, cerca de 2.102 habitantes e 322 casas. Já no ano de 1890, foi realizado um recenseamento e a cidade contava com 3.527 habitantes. A decadência econômica de Cairu teve início no século 18, quando Camamu assume a liderança econômica da região. Cairu passa então a produzir arroz, feijão e farinha para exportação e mesmo com o cenário econômico debilitado, Cairu teve uma importante participação durante a Guerra da Independência, contribuindo para a libertação da Bahia. Na década de 50, a cidade vivia somente da extração de piaçava e das plantações de coco. Ainda hoje, é considerada fornecedora de varas para as gamboas, armadilhas para capturar peixes e o carangueijo, que é bastante vendido nos povoados vizinhos e em Salvador. Cairu teve ainda outro destaque dentro de sua economia, por ter sediado a primeira fábrica de vassouras de piaçava da região.

Economia em Cairu


Festas Folclóricas de Cairu

Cairu - Festas Folcloricas

Cairu possui diversas manifestações culturais presentes no folclore local, que mantém viva a lembrança das heranças indígena, dos negros, das lutas em defesa da nação, da colonização portuguesa e outros legados. Estas manifestações permanecem vivas através das representações dos congos, taeiras, dondoca, alardo ou alarde, zambiapunga ou caretas, chegança e chegança de mouros. Conheça a seguir um pouquinho de cada um destes festejos populares:

Congo - festejo de Reis, com suas raízes na história do Povo do Congo, região africana banhada pelo rio de nome similar ao festejo.
O personagem central ao marcar ocompasso baila de modo peculiar pulando, fazendo gracejos por quem passa e cantarolando versos.

Taeiras- Festa de origem africana, remanescente da Festa de Reis, onde seus componentes são mulheres que saem as ruas vestidas de baianas, com um tiracolo, com torço e uma cestinha na cabeça, trazendo nas mãos uma varinha.

Ao centro segue uma porta-estandarte, bem mais adornada que as demais taeiras, baila e toca um tamborim cantarolando o que diz um dos seus versos: “Nossas taeirinhas Saíram a passear, Dando seu louvor ao nosso Carnaval!”

Dondoca - Uma grande boneca comprida, dura de manejo, vestida de chita, chapéu de palha, toda pintada. É carregada por um dançarino que só faz balançar os braços dela o tempo inteiro, e de vez em quando dá uns pulinhos.
Assim segue a Dondoca a noite toda. 

Alardo ou Alarde - Esta tradição celebra as lutas pela posse de terras dos índios contra brancos e negros. O indígena, dono das terras, não admitia que os brancos e os negros estivessem em sua área travando-se as batalhas. Essas lutas muitas vezes  ocorriam nas terras de Cairu, onde ficou conhecida como Freguesia.

Zambiapunga ou Caretas - Zambi ou Nzambi-a-Mpungu é o deus supremo dos povos bantos do Baixo Congo. Essa é uma festa de origem africana que se inicia no dia 29 de setembro, Dia de São Miguel, príncipe das milícias celeste.
Nessa manifestação utiliza-se como instrumento principal à enxada, tocada com ferrinhos. O ritmo heavy-metal (o autêntico metal nacional!) das enxadas é acompanhado pelo som de grandes búzios, transformados em instrumentos de sopro através de um furo numa de suas extremidades.

Festas Folcloricas Cairu


Introdução a Galeão

Uma abundante Mata Atlântica, brisa fresca e manguezais formam o cenário desde antigo vilarejo de pescadores localizado ao noroeste da Ilha de Tinharé e na saída do canal que separa a ilha do continente. No distrito do Galeão, vive uma gente simples e hospitaleira, que ali permaneceu resistindo às mudanças impostas pela natureza e pela chegada do progresso e do turismo aos arredores. Quando chegamos no Galeão podemos ter a nítida impressão que o tempo parou para deixar reinar, soberana, a natureza.

Na pequena comunidade a pesca ainda é a principal forma de renda dos moradores. A plantação de piaçava e do óleo de dendê também ajudam na sobrevivência da população. Galeão não conta com muita infra-estrutura, mas a compensação vem em forma de uma paisagem exuberante e intocada. No povoado assentado sobre a areia, a maior parte das casas tem paredes de taipa e não existem carros.

O número de restaurantes e pousadas é capaz de atender a procura, que entre outras delícias típicas, servem os famosos carangueijos e guaiamuns, que são considerados os mais disputados petiscos de Tinharé. 

O único evento promovido na comunidade é a festa do padroeiro, São Francisco Xavier, realizada dia 03 de Dezembro. E é a Igreja de São Francisco Xavier, o principal destaque do Galeão.

Construída em 1644 no alto do morro, é  a igreja mais antiga do arquipélago de Tinharé. Para quem navega pelo Rio Una, seguindo para Valença,  a igreja desponta como um lindíssimo cartão postal.

O acesso a Galeão é feito por barco desde Valença ou Cairu e pode levar até uma hora ou 20 minutos se o percurso for de lancha rápida, saindo de ambas localidades. Uma boa pedida para os que gostam de caminhada é fazer a trilha que sai da Gamboa ao Galeão, que tem aproximadamente 10 quilômetros de extensão e onde se pode ver entre a abundante mata, as culturas de madeira, piaçava e dendê.

Galeão também faz parte da APA, área de proteção ambiental que prevê a conservação dos ecossistemas da região. Este povoado acolhedor de ruas e casas antigas, vale uma visita.


A história do Galeão -
Igreja de São Francisco Xavier

Historia Galeão

No início do século 17, ainda sob  a forte influência  da colonização jesuítica, foi fundado o distrito de Galeão. Mais precisamente no ano de 1623, os jesuítas decidiram estabelecer no lugar a residência de São Fancisco Xavier.  A denominação Galeão, segundo alguns registros, se deve pelo fato do local ter abrigado o primeiro galeão (antigo navio de guerra), existente na província da Bahia. A principal herança da história da colonização deste pequeno povoado está presente na Igreja de São Francisco Xavier , construída em 1626.

Situada no alto do morro, na rua da Igreja, a capela é vista de vários pontos da costa. É constituída por nave, capela-mor, torre e sacristia-corredor. O seu interior é simples e composto por dois altares e um púlpito neoclássicos. Possui imagens de São Francisco Xavier e de Nossa Sra. da Conceição.

A igreja foi ampliada nos séculos 19 e 20 e numa destas reformas, provavelmente no início deste século, ganhou uma sacristia-corredor e teve sua fachada e interior revestidos de azulejos industriais brancos. Quando foi construída os padres responsáveis pela obra fixaram também uma residência ao lado do templo.

De acordo com o Inventário de Proteção ao Acervo Cultural (IPAC)da Secretaria de Indíustria, Comércio e Turismo da Bahia,o responsável pela construção foi Sebastião Antunes que ergueu a igreja movido por um sonho. No início do século 19 a igreja estava ameaçada de ruína, quando o comerciante chamado Epifânio Vicente de Queiroz, que era também devoto mandou que fosse restaurada. Além da Igreja de São Francisco Xavier, Galeão abriga outros prédios históricos como uma antiga residência, cuja data de construção é datada no final do século 19 e pertencente à família Moreira, uma das proprietárias da Cia Valença Industrial.


Introdução Gamboa

É o povoado mais próximo de Morro de São Paulo e também dos citados anteriormente o que tem uma melhor estrutura. Gamboa ainda preserva os ares pitorescos e está situada a três quilômetros de Morro de São Paulo e 20 minutos  da cidade de Valença por mar aberto em lancha rápida. Habitada em sua maior parte por nativos, o distrito da Gamboa conta com um comércio diversificado tendo pousadas, restaurantes, supermercado, farmácia, escola e oferece cursos de extensão das faculdades Face e Fazag, de Valença. Muitas pessoas que trabalham em Morro de São Paulo fixam residência em Gamboa, por ser um local que não apresenta o mesmo agito e a movimentação vistos no povoado vizinho.

Gamboa apesar de não ser uma praia muito famosa, recebe centenas de turistas o ano inteiro vindos principalmente de Morro de São Paulo. Sua praia tem areia fina e águas mansas. Na maré baixa se pode ir caminhando de Morro de São Paulo até a Praia da Gamboa, levando em média o tempo de  40 minutos. É uma ótima caminhada e no caminho você passará por uma grande parede de argila, que é um dos atrativos da praia (confira mais informações sobre a praia da Gamboa no link Praias/ Praia da Gamboa. Os restaurantes na maioria são simples, mas oferecem comida farta e generosa, todos servem pratos típicos da culinária baiana com frutos do mar.

Gamboa

A padroeira do povoado é Nossa Senhora da Penha, cuja igreja fica localizada en frente ao atracadouro e foi construída no final do século 19. No mês de abril é data de comemoração da Santa, com quermesse e celebrações que envolvem toda a comunidade da Gamboa e também localidades vizinhas. O distrito abriga simpáticos e humildes nativos, que colecionam histórias que até hoje seduzem os visitantes.

Apesar do vilarejo oferecer uma boa infra-estrutura, com pousadas e restaurantes, continua tendo a tranquilidade de antigamente e para as pessoas que gostam de conhecer histórias e ficarem em contato direto com a natureza, Gamboa é uma excelente opção. Você poderá  trocar uma idéia com os nativos ou combinar um passeio de barco até a Ponta do Curral, uma pequena praia semi-deserta que pertence ao município de Valença e onde foi o primeiro local no Brasil a receber cabeças de gado. Se preferir um programa mais relax, poderá apenas curtir um refrescante banho no mar da Gamboa, com direito a uma geladinha água de coco servida nas barracas da beira da praia. Por todas estas razões você não pode deixar de conhecer Gamboa, onde a simplicidade aliada à hospitalidade criam um clima ideal e propício para ser amplamente desfrutado.

Gamboa


História do povo da Gamboa

Igreja Gamboa
O distrito de Gamboa surgiu como expansão de Morro de São Paulo e ao abordar sobre a história deste povoado é referir-se diretamente a vida de seus habitantes. Antigamente, por meados das décadas de 60 e 70, segundo os antigos moradores, Gamboa tinha uma população maior do que Morro de São Paulo. Na Gamboa sempre existiu poucas pessoas vindas de fora, a maior parte da comunidade sempre foi formada por “filhos da terra”, expressão muito usada pelos nativos. Ana Lúcia Melo Damascena é uma destas, filha da terra, uma das pessoas que viveu toda sua vida em Gamboa e tem o maior orgulho de pertencer a este vilarejo simples com um povo acolhedor e honesto.
Apesar da pouca idade, com 49 anos em 2008, esta nativa da Gamboa teve uma experiência de vida notável e que merece ser contada. Como a maior parte da comunidade na época, Dona Ana, que é filha da senhora Dorotéia, uma respeitada moradora do povoado já falecida, passou por dificuldades. Com sete irmãos, sendo a única que permaneceu em Gamboa, pois os outros foram para cidades diferentes fora do Estado, ela se emociona ao lembrar de sua infância.
“Foi um período saudável”, define. Apesar das dificuldades financeiras, Dona Ana recorda com saudades destes tempos. Como em Morro de São Paulo, a sobrevivência na Gamboa também vinha através da pesca e do trabalho nos “catatores”, como eram chamados os locais onde se fazia a limpeza das piaçavas. Enquanto os homens pescavam, as mulheres ajudavam a sustentar as famílias e permaneciam os dias inteiros trabalhando  numa empresa da Gamboa, na época chamada de “Firma Magalhães”. Eram as catateiras de piaçava, que limpavam e ganhavam por produção. A mãe de Dona Ana era uma catateira e como as demais mulheres da comunidade, eram verdadeiras escravas do trabalho e exemplos de vida. Dona Ana orgulha-se em contar como era dura a vida nestes tempos, pois apesar de todos os problemas sempre dava-se um jeito. No tempo de sua mãe, Dona Dorotéia, as coisas eram diferentes. “Ela era mãe e pai ao mesmo tempo”, explica. Foi a progenitora que sempre manteve a família e nunca deixou os filhos dormirem sem se alimentar. Na época, como os pescadores dependiam dos barcos a vela, e portanto do vento, não havia horário certo para o retorno do mar. Dona Ana e seus irmãos, às vezes, adormeciam esperando o peixe da janta. A mãe providenciava farinha com banana para não deixar as crianças dormirem sem alimentar-se. Não era fácil, segundo Dona Ana. Havia fartura de pescado, mas não havia como conservar, pois não havia energia elétrica na Gamboa, que chegou no mesmo período que em Morro de São Paulo, por volta de 1985.
História Gamboa
Gamboa era como outro povoado qualquer longe da civilização e carrega em sua trajetória histórias e lembranças que deixaram saudades em seu povo. Dona Ana relata que era comum ver os pescadores, quando não estavam no mar, sentados nas portas das casas fazendo “resenhas”, ou seja, contando o que se passava na vila. Não existia água encanada e as roupas eram lavadas nas fontes naturais. Em Gamboa haviam duas: a do Sapé, que ficava onde hoje é o loteamento Nova Gamboa e a chamada Fonte do Negro Velho. Nestes tempos, Gamboa tinha somente matagal e dunas na beira da praia. Dona Ana que sempre morou próximo ao campo de futebol, relata que  o turismo depontou bem depois do que em Morro de São Paulo. Quando Morro de São Paulo estava no auge do descobrimento turístico, o povoado da Gamboa ainda era um vilarejo habitado apenas por nativos e sem infra-estrutura. A palavra turismo passou a fazer parte da vida dos habitantes da Gamboa, quando a empresa que empregava as mulheres na limpeza da piaçava fechou e as pessoas viram-se obrigadas a buscar outras alternativas. Parte da mão-de-obra do turismo de Morro de São Paulo veio da Gamboa. Dona Ana é um exemplo desta demanda.Gamboa era como outro povoado qualquer longe da civilização e carrega em sua trajetória histórias e lembranças que deixaram saudades em seu povo. Dona Ana relata que era comum ver os pescadores, quando não estavam no mar, sentados nas portas das casas fazendo “resenhas”, ou seja, contando o que se passava na vila. Não existia água encanada e as roupas eram lavadas nas fontes naturais. Em Gamboa haviam duas: a do Sapé, que ficava onde hoje é o loteamento Nova Gamboa e a chamada Fonte do Negro Velho. Nestes tempos, Gamboa tinha somente matagal e dunas na beira da praia. Dona Ana que sempre morou próximo ao campo de futebol, relata que  o turismo depontou bem depois do que em Morro de São Paulo. Quando Morro de São Paulo estava no auge do descobrimento turístico, o povoado da Gamboa ainda era um vilarejo habitado apenas por nativos e sem infra-estrutura.
A palavra turismo passou a fazer parte da vida dos habitantes da Gamboa, quando a empresa que empregava as mulheres na limpeza da piaçava fechou e as pessoas viram-se obrigadas a buscar outras alternativas. Parte da mão-de-obra do turismo de Morro de São Paulo veio da Gamboa. Dona Ana é um exemplo desta demanda. Ela trabalhou no restaurante Gaúcho, de Dona Romilze, que de acordo com a proprietária foi o primeiro restaurante a funcionar em Morro de São Paulo. Depois deste emprego no restaurante vieram outras fontes de renda como lavar roupa para fora e plantadora de grama da pista de vôo da Terceira Praia em Morro de São Paulo. Vieram os filhos, os dois primeiros, a época do movimento hippie e Dona Ana mudou-se para Morro de São Paulo, onde constituiu sua família com seu atual esposo, o Vadinho, teve o seu terceiro filho, venceu os obstáculos e hoje tem uma vida tranquila e merecida. Entre enteados e filhos de sangue, possui quatro filhos e 5 netos. Cursa Pedagogia, é agente Comunitária de Saúde e foi candidata a uma das vagas para vereadora pelo PMDB nas eleições de 2008. Como Dona Ana, o povoado de Gamboa passou por mudanças e evoluiu. Hoje Gamboa é uma das opções turísticas para quem visita Morro de São Paulo e possui uma excelente infra-estrutura. O pequeno povoado adquiriu ares de modernização, mas ainda se vê os pescadores sentados nas portas, jogando conversa fora num ritmo calmo, sem pressa, pois afinal de contas, Gamboa do Morro fica na Bahia e para que pressa.....


Festas da Gamboa

Além dos atrativos naturais Gamboa também é conhecida por suas tradicionais festas populares que unem a comunidade em torno da igreja de Nossa Senhora da Penha.
Uma destas festas é o famoso Carnaval da Gamboa, que recebe os moradores dos povoados vizinhos e  também turistas de Salvador e arredores. Os quatro dias de folia são embalados pelo som de um carro alegórico, onde bandas animam os visitantes e nativos e viram a noite pulando e cantando. Outro evento conhecido, mas que hoje já não é mais tão forte como antigamente, é a encenação da Chegança de Mouros.  Trata-se de um  teatro popular que conta a história de uma guerra entre os pagões (Mouros) e cristãos. Os cristãos são caracterizados por soldados vestidos de marinheiros e no combate, prendem o filho do rei Mouro e tentam convertê-lo, enquanto o rei oferece em troca da liberdade do filho, sua outra filha. O desfecho da representação se dá com a rejeição da proposta por parte do capitão e com  o suícidio do rei, que crava um punhal no peito. Ainda há a Festa de São Pedro, uma das festas religiosas mais concorridas de Tinharé. A imagem de São Pedro sai da Gamboa para a igreja de São Francisco Xavier, no Galeão. Em 29 de junho, dia de São Pedro o padroeiro dos pescadores, as imagens de São Pedro e São Francisco Xavier são levadas de volta a Gamboa numa procissão   marítima. A festa da padroeira, Nossa Senhora da Penha, realizada em abril também faz parte do calendário festivo da Gamboa, com celebrações e festejos próximos a igreja.

Festas tipicas Gamboa


Introdução a Valença

Valença

Até aqui você teve informações sobre estes pequenos povoados de pescadores descritos acima, agora, chegou a vez de conhecer Valença. Diferente destes vilarejos, esta antiga cidade colonial datada do século 18, está situada nas margens do Rio Una. O arquipélago de Tinharé, principalmnete o povoado de Morro de São Paulo, tem forte ligação econômica e social com o município de Valença. Os principais serviços e o comércio estão localizados às margens do Rio Una. Os serviços de sáude, como hospitais e bancos estão concentrados em Valença. Tanto Cairu, sede do arquipélago como seus principais povoados (Boipeba, Morro de São Paulo e  Gamboa) dependem de Valença  no que diz respeito as atividades de compra.

Com uma população em 2007, segundo o Censo, de 84.931 habitantes, Valença não resume-se ao grandioso desenvolvimento, mas também aos seus rios, praias, cachoeiras e a um valioso patrimônio arquitetônico que retrata a importância histórica desta cidade com mais de 400 anos de existência. Em suas igrejas, como a de Nossa Sra. do Amparo e a do Sagrado Coração, estão guardadas preciosas imagens dos séculos 18 e 19 e a história da cidade é contada ainda através dos casarões e ruínas da antiga Fábrica de Tecidos.

Outro ponto que merece destaque é a navegação de Valença. A cidade possui uma forte tradição, tendo abrigado os principais estaleiros navais da Bahia e foi nas margens do Rio Una que foi construída a réplica da Caravela Santa Clara, a “Niña”, usada  por Cristóvão Colombo no descobrimento da América e reconstituída para comemorar os 500 anos do descobrimento. Nos estaleiros são construídos até hoje escunas, barcos e veleiros que são exportados para continentes como a Europa. O crescimento econômico de Valença se deu através da criação de  gado, da cana-de-açúcar, da fábrica de Tecidos e da pesca, com destaque para o cultivo de camarão. E dentro do turismo, a cidade oferece muitas opções.

O contato com a  natureza está presente nas praias do Guaibim, Taquari e Ponta do Curral; nas cachoeiras como a do Candengo, Àgua Branca e a Sarapuí e ainda nos rios. O Rio Guaibim tem como principal característica o manguezal, no Taquari a natureza foi generosa com forte presença da Mata Atlântica e o Rio Una, cuja vegetação formada por mangues é rico em  camarões, robalos e tainhas. Este rio possui grande importância para a cidade dos pontos de vista econômico e turístico. No local ficam os estaleiros. Além das belezas naturais, recomenda-se visitar as ruínas da fábrica textil, as igrejas e passear pelas ruas descobrindo os antigos sobrados. Valença tem tudo isto para oferecer, um rico roteiro turístico envolvido pela hospitalidade de seus moradores.


Como Chegar

Chegar a Valença

Distante 160 km de Salvador, o acesso de carro a cidade de Valença é através do ferry boat e da BA-001. Passando pela cidade de Nazaré das Farinhas, você chegará a Valença, percorrendo no total 98 km.

De ônibus, o terminal Rodoviário de Salvador possui linhas diárias com destino a Valença através da Viação Camurugipe.

Saiba mais sobre outros acessos à  cidade, dicas e informações no link Como Chegar/Chegando a Valença.

Chegar a Valença


A antiga Fábrica deTecidos

A Fábrica de Tecidos de Todos os Santos,  situada às margens do Rio Una, foi a primeira  fábrica têxtil do Brasil movida por energia  hidráulica. Iniciou com 300 operários e apesar de ter tido a proteção do governo imperial, que taxou os tecidos importados, a fim de favorecer a produção nacional, teve muitas dificuldades. A produção teve início em 1847 e pouco tempo depois os proprietários enviaram para exame do presidente da Província na época, João José de Moura Magalhães, amostras de tecidos. Neste período foi montado também uma fundição de ferro e bronze, para a fabricação do reparo de peças e em 1848 para facilitar o acesso ao porto de Valença, foi erguido em Morro de São Paulo, o farol, considerado na época o mais moderno de todo litoral brasileiro. Cabe ressaltar o sistema de trabalho implantado por esta fábrica em plena época do regime escravista, o empreendimento teve a ousadia de instalar o trabalho livre assalariado em vez de escravos, contratando empregados. Estes eram chamados de operários e não tinham distinção de sexo. Foi um grande avanço social para a época.

Nestes tempos, a “Todos os Santos” já funcionava com 25% de sua capacidade produtiva, registrando diariamente 600 varas de pano. Em 1852 a fábrica era considerada a maior produtora de tecidos do Império e 1856 uma enchente destruiu a represa e a fábrica parou de funcionar, voltando um ano depois, em 1857. No ano seguinte, 1858, o engenheiro responsável, João Carson, morreu e o filho de um dos proprietários, Augusto Frederico de Lacerda, diplomado em Engenharia,  assumiu a direção da fábrica. Em 1860, D. Pedro II visitou a fábrica e ficou deslumbrado com o empreendimento. Apesar de todo deslumbramento do imperador e todos êxitos, a fábrica sempre esteve sob a ameaça constante de fechar suas portas devido as dificuldades, como a de obter matéria prima. Nesta mesma década, outra fábrica foi instalada em Valença, a “Nossa Senhora do Amparo”, que também passou pela crise de sua concorrente.

Anos mais tarde as duas fábricas tornaram-se uma só, com o nome de “Companhia Valença Industrial”, a CVI. Em 1907, a CVI tem concessão para utilizar as cachoeiras do rio Una, sendo construídas grandes obras hidráulicas na cachoeira do Candengo. Nas décadas de 1920 a 1950 a fábrica passa por grandes reformas e realizações, destacando entre estas a instalação da Vila Operária, cuja primeira etapa de construção foi realizada em 1922 com 143 casas.

Antiga Fabrica de Tecidos - Valença Bahia

No ano de 1934, a Vila recebe uma escola, uma creche e um jardim de infância e em 1971 é calçada.  No ano de 1955 a CVI representava a mais importante atividade econômica de Valença, empregando 1.800 operários.

Até a década de 70 a fábrica fornecia água e energia para a população da cidade de Valença, proporcionando emprego e contribuindo para o desenvolvimento do comércio da cidade. Ficou fehada por mais de um ano entre 1996 e 97 e atualmente ainda desempenha um importante papel econômico no município.


Atrações Turísticas Naturais de Valença

Praia do Guaibim - Guaibim, que na língua tupi-guarani, significa “Águas do além” é a  praia mais movimentada e com maior infra-estrutura do município de Valença. É uma das principais atrações turísticas, oferecendo aos visitantes várias opções de hotéis, pousadas, restaurantes e barracas de praia. Outra alternativa, além da rede hosteleria, são as casas de veraneio que ficam em frente a praia. Guaibim fica a18 km do centro e o acesso é por uma estrada asfaltada. A praia com 30 km de extensão tem águas claras e propicías para banho, apresentando o fundo do mar sem corais e ondas moderadas, ideais para a prática do surf. Guaibim sedia uma das etapas do campeonato regional de surf. As barracas situadas na beira da praia abrem durante o dia todo oferecendo um cardápio diversificado à base de frutos do mar. Durante a noite a pedida é curtir uma boa bebida geladinha, embalada pelo som animado. No dia 19 de Março comemora-se a Festa de São José, padroeiro da Praia de Guaibim.

Ponta do Curral - Semi-deserta é a mais traquila de todas. Foi o primeiro local a receber cabeças de gado no Brasil, em 1557. Fica localizada em frente a Morro de São Paulo e a área com 12 km de extensão possui areia branca e fina, envolvida pelo manguezal. O acesso pode ser feito por Valença ou Guaibim

Atrações Valença
Atrações de Valença - Águas Brancas

Praia do Taquari - É uma praia mais sossegada, mas não deixa de contar com uma  boa estrutura de pousadas e restaurantes para os turistas. Fica próxima ao rio Taquari, onde existem também fazendas de criação de camarão.

Cachoeira Ecológica do Candengo - É a mais conhecida das cachoeiras de Valença e situa-se a 5 km do centro da cidade. É considerada área de proteção ambiental. No local em 1908 funcionou a primeira hidrelétrica do Estado da Bahia e uma das primeiras do País. Possui quedas d’água com até 5 metros de altura.

Cachoeira Àgua Branca
Fica localizada no quilômetro 2 da rodovia Valença/Nazaré numa área de 100 hectares, que inclui uma queda d’água de 30 metros de altura. É bastante procurada pelos adeptos do turismo ecológico e considerada a mais bonita das cachoeiras da região.

Cachoeira de SarapuíSituada há 20 km do centro de Valença na estrada de Taperoá, a cachoeira fica próxima a uma área chamada de Boca da Mata. O acesso é feito por um caminho de terra onde percorre-se aproximadamente 12 quilômetros até chegar a cachoeira. A área ao redor da cachoeira é bastante preservada com mata cerrada e a queda d’água atinge 4 metros de altura. 

Serra do Abiá – considerado o ponto mais alto do município, com aproximadamente 1.300 metros. No lugar são praticados provas de vôo livre. O caminho para o local é pela BA-542,  por 30 km .

Serra do  Frio
– Próxima da Serra do Ibiá, numa distância de 6 km, possui 900 m de altitude.


História da cidade de Valença –
Igrejas e sobrados: a herança de 400 anos

Valença serviu de moradia para os índios Tupiniquins e Aymorés até 1560, quando chegaram os primeiros colonizadores da região. A cidade também pertenceu a Capitânia de ilhéus e viveu os episódios das invasões holandesas na costa de Tinharé, tendo abrigado a esquadra de Lord Cochrane. A cidade que renasceu a partir do povoado de Amparo, teve seu crescimento a partir de 1799.

Um dos pioneiros e responsáveis por este desenvolvimento, foi o colonizador Sebastião Pontes. Homem rico, com muitos engenhos de açúcar, Sebastião fez inúmeros investimentos na cidade até que teve que sair do cenário valenciano. Ele foi deportado para Portugal devido problemas pessoais. O motivo, segundo antigos registros, da prisão de Pontes, teria sido a tortura de um mascate de quem Pontes teria tirado a mulher. Valença, antes de ter esta denominação, recebeu dois outros nomes: “Vila Nova Valença do Santíssimo Sagrado Coração de Jesus” e “Industrial Cidade de Valença”. O nome “Vila de Valença” foi dado em homenagem ao Marquês de Valença, Afonso Miguel de Portugal e Castro, que governou a Bahia de 1779 a 1783.

Igreja Nossa Senhora do Amparo
Atrações Cidade Valença
Existem também registros que apontam que o nome da cidade teria sido atribuído aos moradores que se estabeleceram ao redor da Igreja Nossa Sra. do Amparo, na ocasião da povoação e para os quais a localidade representava a solução para seus problemas.

Em 1849 foi elevada a condição de cidade e até o final da década de 1830, exportava madeira, café e outros gêneros alimentícios. Na década seguinte, em 1844, Valença começa a fase de industrialização, na ocasião da entrada da fábrica de tecidos “Todos os Santos”, que originou-se da união de empresários locais: o português, Antônio Francisco de Lacerda, o norte-americano John Smith Gillmer e Antônio.

A econômia da cidade  sempre foi diversificada com a produção de dendê, cravo da índia, cacau e pimenta do reino. A partir da década de 40, a cidade recebeu os primeiros estabelecimentos bancários.

Como prova de sua importância histórica e herança cultural Valença abriga várias construções entre igrejas, sobrados e outros prédios. Entre os templos sagrados, erguidos no século 18 temos as igrejas e outros marcos culturais da cidade de Valença como:

Igreja Sagrado Coração de Jesus - Construída em 1801 o templo fica numa elevação no centro da cidade, cujo acesso é através de uma escadaria. Possui riquissímas imagens, entre estas destaca-se a de Nossa Senhora das Dores. O Sagrado Coração de Jesus é a padroeiro de Valença  e no dia 08 de Julho se realiza uma procissão pelas ruas da cidade em comemoração a data. Pedroso de Albuquerque.

Igreja Sagrado Coração de Jesus - Construída em 1801 o templo fica numa elevação no centro da cidade, cujo acesso é através de uma escadaria. Possui riquissímas imagens, entre estas destaca-se a de Nossa Senhora das Dores. O Sagrado Coração de Jesus é a padroeiro de Valença  e no dia 08 de Julho se realiza uma procissão pelas ruas da cidade em comemoração a data.

Igreja Nossa Sra. do Amparo - Datada de 1757 foi erguida a pedido do Comendador Madureira e dedicada à padroeira dos operários. Em seu interior imagens, azulejos e telas retratam a decoração neoclássica da época. Anualmente no período de 30 de Outubro a 08 de Novembro, a comunidade promove a “Festa do Amparo”. O templo está situado na maior elevação da cidade, no Alto do Amparo com vista privilegiada de Valença e arredores. Conforme um Inventário de Proteção ao Acervo Cultural (IPAC), elaborado pela Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo da Bahia, no ano de 1988, D. Pedro II em sua visita a Valença em 1860, esteve na capela e fez o seguinte comentário: “.... igrejinha reparada com pintura pelo Bernadino Madureira.... é bonita assim não fosse o teto tão baixo......”. Em 1942, após anos de abandono, a igreja passou por uma reforma com recursos da Cia. Valença Industrial.

Igreja Nossa Senhora do Amparo - Valença

Fazenda Estancia Azul
Igreja Nossa Sra. do Desterro - Surgiu na época da escravidão, na primeira metade do século 18, tendo sido construída por uma tradicional família da região. Fica localizada no quilômetro 4 da estrada que liga Valença a Taperoá.

É constituída por nave única, capela-mor, pequena sacristia e torre do lado esquerdo. Possui poucas imagens sacras e a lápide mais antiga é datada de 1862, pertencente a Ana Galvão de Queiroz, filha de Alexandre José de Queiroz.

Fazenda Estância Azul - Situada no quilômetro 1 da rodovia Valença/Taperoá, trata-se de uma antiga construção feita pelos jesuítas.

O sobrado rural com características urbanas, teve construção no início do século passado, mais precisamente no ano de 1816, cuja data está inscrita na porta de entrada.

O imóvel pertenceu inicialmente ao senhor Conselheiro Manoel da Cunha Lopes e Vasconcelos.

Teatro Municipal – O antigo sobrado durante muitos anos sediou um cinema e a Rádio Clube de Valença.

Fórum Gonçalo Porto de Souza - Localizado na esquina da Praça Dois de Julho com as ruas Conselheiro Zacarias e 1º de Março, o antigo prédio serviu de moradia para o Conselheiro da República, Zacarias de Góes e Vasconcelos. Uma placa comemorativa registra que a casa foi local de nascimento do referido estadista em 5 de novembro de 1815.

Segundo dados do Inventário de Proteção do Acervo Cultural (IPAC), o sobrado tem dois pavimentos e provavelmente tenha sido erguido no final do século 18. Em 1947 o sobrado foi desapropriado a fim de abrigar os serviços judiciários da Comarca de Valença e chamado de Fórum Rui Barbosa e em 1969 denominado de Fórum Gonçalo Porto de Souza.  

Recreativa - Hoje sede dos Sindicatos dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem, abrigou durante a Segunda Guerra Mundial os feridos dos navios torpedeados na costa. (conheça mais sobre esta história no link A História  de Morro de São Paulo / A Evolução Histórica / De 1941 a 1945 Os reflexos da Segunda Guerra Mundial no povoado de Morro de São Paulo.

Valença - atrações da cidade


Galeria Histórica de Valença

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Última atualização:26/07/2017
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