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Povoado

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O Povoado de
         Morro de São Paulo
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Morro de São Paulo, que não passava de uma calma aldeia de pescadores até a década de 60, estendeu-se além dos estreitos limites do centro e das praias. Até este período a maioria das casas se concentrava na parte central, chamada de Vila e na Primeira Praia. Nas décadas seguintes, entre os anos de 1970 e 1980, Morro de São Paulo passou por inúmeras transformações, expandindo suas áreas residenciais e proliferando-se numa grande quantidade de ruas e acessos antes inexplorados. 

De acordo com o censo do IBGE, realizado no ano de 2007, a população em Morro de São Paulo era de 3.863 moradores. Deste número, 975 habitantes pertenciam ao bairro do Zimbo, atribuindo a esta localidade a característica de ser a mais populosa de Morro de São Paulo.
Hoje, existem cinco bairros, que se subdividem em ruas e becos espalhados pelas praias e por grandes áreas verdes. Cada um destes bairros possui vida própria. Na maioria o que se vê são cenas cotidianas de uma pequena cidade e belezas incógnitas em caminhos menos explorados pelos turistas. O campo da Mangaba é um destes pontos, onde um dos acessos é feito por uma escadaria com 188 degraus. O visual do mirante é indescritível. O Zimbo, o bairro com o maior índice populacional, também preserva grandes campos e o ar pitoresco de um povoado de pescadores.

Lugares que além de ruas, curiosidades, histórias e lendas, possuem pessoas humildes e trabalhadoras. O que você acha de desbravar estes locais e conhecer seus encantos. E é este o objetivo deste tópico. Produzir um retrato da comunidade, dos moradores, registrando o modo de vida e as características de cada localidade. Com isto você aprenderá ainda mais sobre seu destino: Morro de São Paulo. E quem sabe colocar no seu roteiro uma visita a estes bairros para passear por suas ruas, conhecendo seus segredos. Viajar até Morro de São Paulo não é somente conhecer suas belas praias e visitar seus tradicionais pontos turísticos. Além de tudo o que Morro oferece, ainda tem segredos que estão muito bem guardados e encontram-se situados fora da ilha e também ao longo da costa. Confira os outros povoados próximos a Morro de São Paulo.


Tabela de Conteúdos


1- Parte Central
1.1- Biquinha
1.2- Fonte Grande
1.3- Rua da Prainha
1.4- Vila
1.4.1- História da Vila
1.4.2- Informações Úteis da Vila
2- Mangaba
2.1- A Associação
2.2- História da Mangaba
3- Praias
4- Lagoa
5- Vila Nossa Senhora da Luz
5.1- A comunidade
5.2- A moradora
5- Zimbo
5.1- A história do Zimbo
6- Outros Povoados Próximos a Morro


Introdução à parte central
de Morro de São Paulo

A parte central de Morro de São Paulo é formada pelas ruas da Biquinha, da Fonte Grande, Ruas Caminho da Praia e Caminho do Farol e Vila. Compõe ainda o centro, as Praças Aureliano Lima e da Amendoeira. Ainda próxima ao centro e paralela a Primeira Pria está a Rua da Prainha. A Vila, como é chamada pelos moradores de Morro de São Paulo, é considerada o centro histórico da ilha por abrigar importantes construções antigas como o Casarão e a Igreja Nossa Senhora da Luz. A Vila é a localidade mais movimentada de Morro de São Paulo e parada obrigatória para quem está conhecendo o povoado. Trata-se do local onde tudo acontece e também onde ficam vários restaurantes, agências, pousadas, hotéis e comércios em geral. É da Vila que os turistas partem para a badalação da noite e é ali que tudo começa. A Biquinha, que trata-se de um beco com acesso entre a Fonte Grande e a Rua da Prainha, também faz parte do centro e é chamada assim por antigamente sediar uma bica natural. A Fonte Grande conta com apenas uma única rua e é o local onde fica um importante monumento histórico da ilha: a Fonte Grande que construída no século 18 e considerada o maior sistema de abastecimento de água da Bahia Colonial. Episódios e curiosidades marcaram esta rua. Ainda próximo ao centro de Morro de São Paulo, há a Rua da Prainha, onde concentram-se algumas pousadas e restaurantes. Veja a seguir um pouco sobre cada uma destas áreas.

Centro do Morro de São Paulo


Biquinha

Rua da Biquinha- Morro de São Paulo

A Rua da Biquinha é chamada desta forma pelo fato do local ter abrigado há muito tempo uma fonte por onde jorrava água natural através de uma bica. De acordo com os antigos moradores, o rápido crescimento urbano do local e a falta de uma disciplina de ocupação da área afetaram os recursos naturais da fonte e hoje, a água que antes era límpida, não tem as mesmas características. Na época em que a fonte ainda era utilizada existia um bebedouro e este já estava em situação precária, tendo inclusive, sido feito um mutirão entre os moradores para restaurar o bebedouro.

A rua, que integra a parte central de Morro de São Paulo, concentra algumas pousadas e residências. Bastante usada como acesso para encurtar o caminho até as praias, a rua tem 350 metros de extensão. Quem deseja encurtar o caminho ou até mesmo não circular pela  rua principal da Vila pode fazer este trajeto, cujo fim é na Rua da Prainha (pararela a Primeira Praia. Um passeio por esta rua pode ser interessante para você conhecer mais um caminho que fica oculto entre as ruelas de Morro de São Paulo.


Fonte Grande

A Rua da Fonte Grande tem o acesso marcado por um portal que fica ao lado do Casarão. A rua sedia um dos monumentos históricos da ilha, a Fonte Grande, e por este motivo costuma receber a visita de muitos turistas. O principal atrativo desta área de Morro de São Paulo ainda hoje é a antiga fonte, mas o comércio também chama a atenção dos visitantes. Ao redor do monumento foram construídas casas que hoje abrigam um diversificado comércio com bares, restaurantes, mercado, padaria, lojas, lan houses e pousadas. A rua da Fonte Grande tem 150 metros, levando em conta a distância do arco, do início, até a Fonte Grande. Já o percurso do cais de Morro de São Paulo até o monumento da fonte é de 406 metros. É um bairro tranquilo com poucas residências, existindo numa parte da rua, um beco onde concentram-se as casas.

Na década de 80, ocasião em que o turismo estava despotando em Morro de São Paulo, a Rua da Fonte Grande abrigava restaurantes que eram bastante frequentados. Um dos comerciantes mais antigos do bairro é o Seu Daniel, proprietário da padaria “Seu Bonzinho”.

Fonte Grande - Morro de São Paulo

Este argentino chegou a Morro de São Paulo em 1984 e está há 21 anos à frente do empreendimento. Sendo que antes de se tornar uma padaria, o estabelecimento da Fonte Grande já foi restaurante e loja, antes denominada “Naturalmente”.
Nesta época, na opinião de Daniel, o turismo em Morro de São Paulo era bem diferente de agora. “Os próprios fregueses ajudavam no atendimento”, recorda. Para o comerciante, o turista que frequentava a ilha também tinha outras características, como a preocupação e a consciência com o local. O comerciante presenciou diversas fases da Fonte Grande até hoje. As pousadas começaram a serem construídas há 17 anos. Neste tempo também, os pescadores costumavam limpar e colocar os peixes em cima da cúpula da Fonte ou espalhados por outros locais da rua. Segundo Daniel, isto acontecia porque não havia energia elétrica em Morro de São Paulo e desta maneira o peixe ficava fresco. Outra recordação que lhe deixou saudades, foram os cânticos das mulheres que lavavam roupas na fonte.


Rua da Prainha

Rua da Prainha - Morro de São Paulo
A Rua da Prainha fica situada paralela à  Primeira Praia, iniciando logo após a rampa de acesso a  Rua Caminho da Praia.  A rua possui 250 metros de extensão, contando a partir da entrada para a praia até o começo da escada. O local  concentra pousadas, farmácia, lojas, agências e restaurantes.

O fluxo é bastante intenso devido ser um ponto de acesso às praias. No final da rua está a escadaria que leva até a Segunda Praia e a grande maioria dos turistas e moradores, em vez de fazer o caminho pela beira da Primeira Praia, optam por transitar por esta rua.

É na Rua da Prainha que ficam localizadas duas antigas moradias que serviram como referência histórico cultural de Morro de São Paulo: a Casa da Sogra e a casa que abrigava o antigo “Clube da Sororoca”. A casa da sogra, construída em 1800, serviu de residência para  o Tentente Dário, um ilustre veranista da ilha e o Clube da Sororoca, outra casa antiga, tratava-se de um espaço cultural criado por um grupo de 10 pessoas que eram veranistas.

Para saber mais sobre estas casas leia o link Praias/Primeira Praia/História da Primeira Praia.


A Vila

A Vila, “coração” de Morro de São Paulo, é o trecho mais movimentado do povoado e por onde chegam os visitantes que partem via marítima de Salvador ou Valença.

Nesta parte de Morro de São Paulo o comércio diversificado e antigas construções convivem lado a lado. É na rua principal da Vila, chamada de Rua Caminho da Praia e onde antes moravam as primeiras famílias do povoado, que hoje fica o comércio. A maior parte das casas existentes no local é ocupada por estabelecimentos comercias. Muitas das famílias tradicionais de Morro de São Paulo venderam suas casas e trocaram o burburinho da Vila pela tranqüilidade de bairros mais afastados do centro.

Na Vila concentra o maior número de restaurantes, farmácia, supermercados, sorveterias, salão de beleza, Cibers Café, pousadas e lojas que oferecem desde souvenirs da ilha até roupas, acessórios e também objetos de decoração.

Centro Vila Morro
Caminho da Praia
A região oferece muitas facilidades pois sedia também o Posto Policial, a Secretaria Especial de Morro de São Paulo e o Posto Médico. 

Abrange a Vila as Praças Aureliano Lima, da Amendoeira e as ruas Caminho do Farol e Caminho da Praia.

Á noite, a partir das 19h, acontece a Feira de Artesanato com comércio de diversos materiais entre bijuterias e ítens de decoração e vestuário, que são expostos em barracas pelos artesãos. Caminhando da Vila até a Primeira Praia você percorrerá 265 metros.


História da Vila

História da Vila

No final da década de 70, as características do bairro começam a mudar. A população que era predominante nativa passou a receber os primeiros imigrantes vindos de diversas partes do país e de outros lugares do mundo, atraídos pelas belezas naturais e oportunidades. O desenvolvimento do bairro foi inevitável e com o tempo as residências foram abrindo espaço para o turismo. Hoje, continua entre os bairros mais charmosos do povoado.

Um passeio pela Vila de Morro de São Paulo nos remete aos tempos do Brasil Império. É neste local que está situado o Casarão, uma das residências mais antigas de Morro de São Paulo, que abrigou ilustres hóspedes no tempo da colonização portuguesa e por onde se descortina uma vista privilegiada da Vila. Hoje, com exceção deste antigo sobrado, a Vila possui  poucas características que lembrem seu passado.

O Casarão, foi transformado em pousada e poucas são as casas residenciais. Mas ainda existem algumas famílias que continuam aproveitando as facilidades que a localidade oferece. Uma caminhada à noite pela vila não pode ficar de fora de seu roteiro em Morro de São Paulo, pois é ali que inicia a noite da ilha com as rodas de música do Pastel do Foom, um simpático argentino que vende pastéis e de quebra faz um animado som.


Informações úteis da Vila

Posto Policial – Localizado na vila, na rua Caminho da Praia, s/n, conta com plantão 24 horas. Contato: 00 55 75 3652-1647

Superintendência de Morro de São PauloÓrgão pertencente a Prefeitura de Cairu, responde pelo andamento e parte administrativa de Morro de São Paulo. A sede da prefeitura fica em Cairu e o contato é 00 (75) 3653-2145 / 00 (75) 3653 -2122

Posto de Saúde – O Posto de Saúde está situado próximo a vila, na rua de acesso ao caminho do Farol. O posto funciona com plantão 24 horas e tem médico toda a semana.

Também existe uma ambulancha. Não existem hospitais, o mais próximo fica na cidade de Valença. Na parte central de Morro existem duas farmácias, uma localizada na Rua Caminha da Praia e outra na Rua da Prainha, que funcionam diariamente das 8h ás 22h.

Secretaria de Administracao de Morro de São Paulo


Mangaba

Escada da Mangaba

Próximo a parte central de Morro de São Paulo está o bairro da Mangaba. Situado no alto do Morro, o acesso está ligado aocentro do povoado através da Rua da Fonte Grande. A distância do cais de Morro até as escadas que levam à Mangaba é de 260 metros. Após o final da rua da Fonte Grande, fica a escadaria que possui 188 degraus e leva até o bairro da Mangaba. Você também poderá chegar na Mangaba através de outro acesso, pela escadaria que parte da Segunda Praia. O sacrifício de subir tantos degraus valerá a pena. Do Campo da Mangaba se tem uma vista privilegiada de quase todas as praias que circundam o Morro. Um visual imperdível e que merece uma foto de recordação.

O morro da Mangaba, possui este nome devido a grande quantidade de pés desta fruta, aliás, fruta esta que segundo os moradores deve ser apanhada no chão, pois se pegarmos na árvore torna-se amarga. Hoje, a Mangaba é considerada uma região privilegiada para morar, sua característica é de bairro sossegado e com muitos moradores antigos, ainda da época em que o turismo estava despontando em Morro de São Paulo.

O que se vê são campos povoados por casas e um  comércio ainda tímido. Existem poucos mercados e bares. Nos caminhos, de chão batido, ainda hoje pode-se reconhecer algumas casas provenientes da época em que a Mangaba começou a ser povoada, por volta da década de 70. Muitas pessoas consideram o bairro, apesar do acesso ser feito por escadas, ideal para residir, por ficar mais isolado do agito da Vila e pelo fato das casas serem construídas junto a grandes áreas verdes. Não se tem um número exato da população da Mangaba, segundo a técnica de enfermagem e agente de saúde do bairro, Enilda dos Santos, existem 202 famílias residentes no bairro. Este número faz parte das famílias que são cadastradas, porém, não serve como estatística da população do bairro. Segundo a agente, as pessoas mudam-se com muita frequência e nem todas as casas fazem parte do cadastro de saúde.


A Associação

O bairro possui uma associação de moradores, a AMMA (Associação dos Moradores da Mangaba), cuja existência é de 3 anos. Conforme a presidente da entidade, Simone Pereira de Jesus, a associação foi responsável por diversos benefícios na comunidade, destacando o trabalho de limpeza do bairro; a realização de festas comemorativas como a das crianças, das mães e dos pais; as atividades artísticas desenvolvidas pela artista Angela Toledo, com aula de reforço escolar e pintura e o mutirão para a construção da Praça Manoel Libório, em homenagem a um antigo morador, já falecido.

Simone conta que a comunidade se uniu para viabilizar a criação deste espaço de lazer com a plantação de coqueiros e instalação de bancos e mesas. Foi feita até uma planta do local, mas segundo a presidente, não houve retorno por parte da administração pública.

Hoje, as crianças brincam no local mas não existe nenhuma infra-estrutura.
Gamboa
O projeto da Praça Manoel Libório prevê ainda a criação de uma casa de barro típica com salas voltadas às atividades infantis e esportes como a capoeira. Simone diz que além desta praça existe outra área próxima a caixa d’água, onde também são realizados eventos para a população do bairro. São promovidos bingos para arrecadar fundos para as festas comemorativas. “Gostaria que a comunidade encarasse a associação como uma coisa mais séria e procurasse participar mais”, explica Simone.


História da Mangaba

Alguns dos moradores mais antigos deste bairro trata-se de um simpático casal formado pela senhora Isaura Batista da Conceição, com 83 anos em 2008 e o senhor Valencio Inato Manuel do Nascimento, conhecido como Seu Dandão, com 85 anos. Antigo trabalhador das caeiras da Terceira Praia, Seu Dandão desempenhou por muito tempo também a função de vigilante do Farol e apesar de tantas transformações já ocorridas no local, considera  o bairro um lugar tranquilo para se viver. Contrária a esta opinião, está outra moradora da Mangaba que reside no local há mais de 30 anos, Carmelita Souza Pereira, 58 anos. Para ela,  a Mangaba de antigamente apresentava outra qualidade de vida.

Na época em que veio morar no bairro, já existiam algumas casas e a principal lembrança que carrega destes tempos é a dos hippies que acampavam nos matos e em frente às casas. “Eles pediam para cozinhar nas nossas casas e as noites eram animadas com som de violão”.  As redes estendidas entre os pés de mangaba também serviam para pernoitar. Hoje em dia, segundo dona Carmelita, as áreas foram todas vendidas e demarcadas, não existe mais esta liberdade de acampar em qualquer lugar. Dona Carmelita foi também proprietária de um restaurante no bairro, há 20 anos atrás.


Praias

Além da parte central e dos bairros da Mangaba,  Zimbo e Vila Nossa Senhora da Luz, em algumas das praias de Morro de São Paulo também existem áreas residenciais. As praias que apresentam o maior número de residências são as Segunda e a Terceira. Nestas áreas existem locais situados atrás da beira das praias onde se concentram casas, pousadas e alguns estabelecimentos comerciais. São becos estreitos, onde os moradores vivem em construções que possuem até dois andares. Nestas ruas, apesar de existirem pousadas, há pouco fluxo de turistas e portanto, muitos as desconhecem. Se desejar visitar esta parte da ilha, você poderá  chegar até o local através da beira da praia, entrando nos  becos ou ainda pela estrada do Receptivo (local onde partem os carros das pousadas localizadas nas Quarta e Quinta Praias).

Estas pequenas ruas surgiram por volta do final dos anos 90 com as “chamadas invasões”. Segundo contam os moradores mais antigos, existia um loteamento com início na Segunda Praia e término na Terceira. Ao todo eram 25 lotes que aos poucos foram sendo vendidos à várias pessoas provenientes de lugares fora da ilha. Como estes compradores não eram moradores de Morro de São Paulo e objetivavam apenas ter as terras como futuros investimentos, estas áreas foram se desenvolvendo e os espaços já vendidos, sendo invadidos. A maioria dos espaços surgiram sem planejamento urbano.


Lagoa

Lagoa

O bairro da Lagoa, se é que podemos chamar assim, pois esta parte de Morro de São Paulo é bem pequena e possui apenas uma rua, é a área que tem entre a escadaria da Mangaba (que marca o final da Fonte Grande) e a Vila Nossa Senhora da Luz.

O local é chamado desta forma, porque  tem uma divisão com uma lagoa que fica no meio desta. A rua da Lagoa está distante em média 6 minutos da Praia do Porto de Cima, 12 minutos da Primeira Praia e 7 minutos da Vila.

O bairro é essencialmente povoado por residências, tendo apenas uma pousada e alguns mercadinhos.

É um local pacato, bem tranquilo para se viver. Segundo alguns moradores, tão calma ainda como na época em que realmente possuía uma lagoa. Hoje, a lagoa está desaparecendo e parece mais com uma pequena porção d’água.


Vila Nossa Senhora da Luz

A Vila Nossa Senhora da Luz é conhecida popularmente pela denominação de “Buraco do Cachorro”.

De acordo com a agente de Saúde do bairro,  Sueli Fonseca dos Santos, este nome surgiu pelo fato de antigamente existir um grande buraco no bairro, de onde os cachorros que acompanhavam os caçadores, retiravam os tatus, ou seja, a caça. Mitos e histórias à parte, a Vila Nossa Senhora da Luz originou-se de invasões ocorridas a partir do final dos anos 80, tendo se desenvolvido impulsionada pelo rápido crescimento turístico de Morro de São Paulo.

O bairro, está situado a um quilômetro do cais de Morro de São Paulo e conta com uma população, de acordo com o censo de 2007, de cerca de 700 pessoas.

Vila Nossa Senhora da Luz
 A área antes de ser invadida, pertencia a um senhor chamado Magno Lino do Rosário Filho, morador da Gamboa. Com a proliferação do turismo em Morro de São Paulo e consequentemente a chegada de pessoas vindas de outras cidades próximas, iniciou a invasão.

O proprietário visando não perder suas terras começou a lotear as áreas e vendê-las, porém, sem nenhum planejamento urbano. Segundo o secretário de Administração de Morro de São Paulo, Moisés Pereira da Luz, houve um crescimento desordenado. “Por mais que a prefeitura realize ações direcionadas a urbanização, é pouco ainda em relação ao rápido crescimento que o bairro teve”, enfatiza o administrador. Em maio e junho de 2008 houveram invasões, porém, estas foram interrompidas pela prefeitura.

As casas, em sua maioria simples, dividem espaços com estabelecimentos comerciais e igrejas. Seus moradores residem em ruas, onde predominam as subidas e existem muitos barracos e casas de taipa. As ruas estreitas abrigam gente nas calçadas, conversando e colocando o assunto em dia.

Gente simples que apesar das dificuldades do dia a dia e da luta pela sobrevivência, não perdeu a alegria de viver e continua com um sorriso estampado no rosto. Uma realidade que está incógnita em Morro de São Paulo. Poucos turistas circulam pelo local, na maioria das vezes, somente para fazer a caminhada que leva ao passeio da Fonte do Céu.


A comunidade

A Vila Nossa Senhora da Luz é formada por uma comunidade que se organiza para trazer benefícios, como a implantação das redes de água e energia elétrica. Nas ruas onde ainda não existe saneamento básico, a população se une em prol dos benefícios. Conforme a agente de sáude Sueli, que mora há 5 anos no local, a comunidade é unida. “Alguns moradores compram tubulação e fazem suas próprias canalizações para o abastecimento”.

Sueli conhece como ninguém a comunidade, pois atende cerca de 278 famílias da vila e faz visitas às casas ouvindo e aconselhando os moradores mais carentes a fim de amenizar o sofrimento de alguns. No local não tem posto de saúde, nem creche. Existe uma área doada pelo antigo proprietário das terras à prefeitura para a construção de uma creche que segundo a administração pública está entre as melhorias previstas para o bairro.

O bairro ainda possui algumas deficiências no que diz respeito a urbanização, porém, a prefeitura, a fim de atender primeiramente as necessidades básicas da comunidade está tomando algumas providências.

Estão sendo analisados projetos voltados  a urbanização da Vila Nossa Senhora da Lua, que prevêem a pavimentação de algumas partes da vila, principalmente onde predominam subidas e a implantação de rede de esgoto em áreas onde ainda não existem. A Vila Nossa Senhora da Luz está adquirindo a cada dia mais características de bairro residencial e dando uma melhor qualidade de vida aos moradores.

Segundo a grande maioria dos habitantes, o bairro não representa perigo nenhum, tanto de dia como a noite. O que preocupa realmente os moradores é a falta de lazer para crianças e jovens, pois não existem praças. Outro dado destacado pela agente de saúde refere-se ao índice de gestantes no local.

Em julho de 2008 existiam 18 gestantes no bairro e conforme a agente, este número pode ser bem maior, pois nem todas as famílias são cadastradas. Sueli diz que o perfil destas gestantes, na maioria das vezes, são de mulheres com no máximo 28 anos de idade, que possuem de 2 a 4 filhos e na maioria das vezes são mães solteiras.


A moradora

Da porta da modesta casinha de tijolos a senhora Júlia Maria das Virgens com 59 anos em 2008 tem uma visão privilegiada da Vila Nossa Senhora da Luz. Morando há 11 anos no local, dona Júlia adquiriu o terreno no qual reside através do antigo proprietário das terras, o senhor Magno. Na época, pagou R$ 500,00 pelas terras. Ela recorda que deu uma entrada de R$ 200,00 e continuou pagando as prestações. Solteira, com 10 filhos e 15 netos, dona Júlia mora sozinha na casa de dois cômodos, sem banheiro.

O quarto de banho fica fora da casa, na outra parte do terreno, onde ela está construíndo um templo. Não possui a comodidade da vida moderna, como televisão ou geladeira. A única companhia é a de um  radinho, de onde ela escuta seus programas evangélicos. Seu sustento vem da aposentadoria e de alguns bicos que faz, lavando roupas.

Lembra que na época em que comprou as terras e fez sua “casa de barro”, haviam poucas casas na vila mas com o passar do tempo as casas foram se multiplicando e hoje a Vila Nossa Senhora da Luz, na sua opinião, está muito povoada.

Júlia Maria das Virgens

Dona Júlia diz que não troca o jeito simples de viver no bairro. A única reclamação é em relação a dificuldade de conseguir construir no local. Na parte alta de seu terreno, ela está erguendo um templo para sediar uma igreja evangélica pentecostal. O espaço está sendo construído há 7 anos com a ajuda de doações e dos filhos. Às quartas e domingos são os dias dos cultos, que aliás, ela mesma celebra. A obra ainda não foi totalmente finalizada, devido a dificuldade em descarregar o material de construção, pois o acesso é dificil.

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Zimbo

O Zimbo, é  considerado o bairro mais populoso de Morro de São Paulo, segundo dados do Censo realizado em 2007. Cerca de 975 pessoas residem no bairro e para os habitantes, o Zimbo é considerado  um lugar tranquilo para se viver, onde as casas ficam abertas, mesmo à noite. O bairro está se expandindo e já existe uma parte da localidade chamada de “Zimbo Dois”, situada próxima a Mangaba e a 2 quilômetros do centro do Zimbo. Segundo o presidente da associação dos moradores, o pescador Adeilton Santos de Oliveira, que reside há 30 anos no local, o bairro começou a crescer há cerca de 10 anos. “Antes haviam apenas de 20 a 30 casas”.

As características do bairro, que oferece escola, mercados e toda a infra-estrutura tem atraído a atenção de novos moradores e da administração pública. Em junho de 2008 foi inaugurada a Unidade de Saúde, localizada na parte central do bairro. O posto possui três consultórios sendo um médico, um odontológico e o de enfermagem. No local são feitos atendimentos de ambulatório e encaminhamentos para o Posto do Centro ou em casos mais especiais para Valença. O médico e o dentista atendem somente uma vez por semana, na quarta-feira e a unidade conta com uma enfermeira, no horário de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h.

Nos finais de semana não funciona. O Zimbo fica a 3.6 quilômetros da Vila, contado a distância desde a Praça Aureliano Lima até o centro do Zimbo, tendo como referência o percurso através da estrada do Receptivo. Esta distância é percorrida normalmente a pé ou de bicicleta, meio de transporte bastante usado pelos moradores. Aqueles que não possuem bicicleta ou preferem não arriscar a caminhada de aproximadamente 40 minutos, pegam carona dos veículos particulares das pousadas que ficam situadas nas Quarta e Quinta Praias. Aliás, esta é a grande reivindicação dos moradores, a falta de um transporte público.

Em 2007, a Prefeitura implantou o sistema, mas a iniciativa parou de funcionar pois, conforme o secretário de Administração de Morro de São Paulo na época, Moisés Pereira da Luz, a demanda principalmente no inverno é pequena. Enquanto o transporte público coletivo não chega, os moradores utilizam o serviço de um carro particular que faz o percurso, cuja passagem é no valor de R$ 1,00, porém, não há horários fixos. Segundo o secretário, a prefeitura está analisando uma maneira de melhorar este serviço formando uma parceria com um carro maior e com horários mais regulares.

Zimbo

Na opinião de Walter Manoel Siqueira Araújo, conhecido por Macabéa e que mora há 5 anos no Zimbo, o bairro está despontando agora, inclusive, estão surgindo diversos tipos de comércios.

Ele acredita que o Zimbo futuramente pode se tornar o coração comercial da ilha. “As mercadorias que hoje chegam pela praia poderão chegar através deste bairro”, aponta Macabeá. A Associação de Moradores do bairro é um instrumento de luta da comunidade e segundo o presidente, grande parte dos benefícios conquistados até hoje, se deve a força da associação. Entre as realizações destacam-se a implantação do projeto TOPA (Todos Pela Alfabetização), que  pertence ao Ministério da Educação; as campanhas como a do combate a dengue e a “Zimbo limpo” e a solicitação de uma  seção eleitoral.

Esta última conquista, não pôde ser implantada nas eleições de 2008 e entrará em funcionamento somente nas próximas eleições. Para o futuro, ele prevê a construção de uma quadra poliesportiva, junto a nova sede da associação.

Atualmente a associação não possui sede própria, os encontros e reuniões acontecem na creche Luis Eduardo Magalhães, cujo espaço foi construído como escola há 7 anos pela própria associação através de doações.

Há dois anos os alunos foram remanejados para a escola Áurea Moutinho, localizada na estrada do Zimbo e hoje no local funciona a creche, sendo esta administrada pela prefeitura.


A história do Zimbo

Zimbo - História

O bairro do Zimbo tem uma curiosa história. Seu nome derivou-se segundo a ex-diretora Cultural de Morro de São Paulo e estudiosa no assunto, Lena Wagner, a partir das pequenas conchas de búzios, que serviam de moeda corrente para transações comerciais.

Os antigos moradores desta localidade utilizavam o “zimbo”, uma espécie de molusco, como moeda. Lena acredita que venha deste fato o nome dado ao bairro, significando a relação da negociada feita a partir deste tipo de molusco.

Aos poucos as mudanças foram chegando no Zimbo e dando nova cara ao pacato bairro, porém, uma característica ainda faz parte do lugar: sua tranquilidade. Desde os tempos em que o bairro surgiu, de acordo com os moradores mais antigos por volta da década de 40, o local pode ainda ser considerado calmo.

Um dos primeiros moradores é quem nos conta sobre esta caracteristica do Zimbo. Seu Antônio Portugal dos Santos, com 78 anos em 2008, reside desde os 13 anos de idade no local.

Viúvo, hoje ele mora com os filhos e ainda sobrevive da pesca, única atividade que  os moradores desempenhavam na época em que o bairro surgiu. Seu Antônio diz que nestes tempos, só havia matagal, sem nenhuma casa. No Zimbo seu Antônio criou os 9 filhos e apesar de estar mais populoso acha que o bairro preserva o sossego, porém, apesar das dificuldades daqueles tempos gostava mais antes. “Antigamente se vivia mais tranquilamente, pois hoje em dia tem muita gente”, diz. Se antes o Zimbo era mais sossegado, não contava com as facilidades de hoje. O percurso até o Zimbo, que era somente pela beira da praia, não poderia ser feito caso a maré estivesse alta. A noite era iluminada com os cadeeiros e a água vinha da fonte, que ainda existe.
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Última atualização: 18 | 12 | 2009
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