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Inseguranca no Morro de Sao Paulo dez 25

Hoje fui, mais uma vez, surpreendido com as notícias de insegurança que já estão se fazendo comuns em Morro. Sei que, falar publicamente deste assunto é, nas palavras de um bom amigo meu, “como cuspir para cima”… Por que ? Porque se nós fizermos muita publicidade dos roubos e assaltos que estão acontecendo no Morro os turistas deixarão de vir para cá. Mas a equação é um pouco mais complicada que isso e se não fizermos alguma coisa vai chegar um momento que não vamos ter como esconder estes desafortunados acontecimentos.
As duas grandes particularidades de Morro em relação a outros destinos turísticos do Brasil são, precisamente, as primeiras que aos poucos estamos deixando se perder. Estas são, a tranqüilidade em relação à segurança e o fato de ser uma ilha sem carros (assunto que abordarei algum dia em um outro post).
Hoje, por causa do assalto que sofreu Daniel da padaria na sua casa, a qual foi invadida na sua presença por homens armados, pretendo manifestar meu desgosto em relação a insegurança. Principalmente por que não quero ficar quietinho no meu canto do Morro esperando a minha vez de ser assaltado. Eu vim morar aqui por uma grande lista de únicas e maravilhosas particularidades que este lugar oferecia, e dia a dia vejo que tenho que apagar alguma dessas boas e únicas particularidades de minha lista. Entendo que, o progresso, que até eu impulsiono, tenha muito a ver com algumas dessas mudanças, mas também acho que se o empresariado e parte da população se organizar (mesmo que seja para reclamar dos responsáveis pela nossa segurança uma atitude) poderíamos acabar com a crença de que o progresso este necessariamente amarrado ao crescimento da delinqüência. Intentarei ser um pouco mais concreto enumerando os motivos que para mim estão levando a esta situação de insegurança:
a) Todos sabem que a Polícia em Morro de São Paulo não é nem um pouco eficiente. É difícil se comunicar telefonicamente para a delegacia, e, quando se consegue não podemos confiar que os policias atendam nossas urgências prontamente. Muitas vezes até parece que demoram de propósito para evitar um confronto com o problema. Claro que pode ser que algum ou outro policial seja efetivo, mas a “Instituição Policia”, como um todo, não é eficiente, principalmente por que tem quase zero intenção de investigar qualquer delito que tenha sido cometido. Sem falar da pouca quantidade de policias existente no povoado.
b) A era do Crack: Morro tem históricamente uma associação direta às drogas, e isto não é segredo para ninguém, mas o Crack é diferente. E realmente um grande problema para Morro que tem que ser cortado pela raiz. Principalmente por que não é uma droga que usam os turistas de bom poder aquisitivo nem os resolvidos moradores da classe média e alta de Morro. É uma droga que é consumida pela juventude nativa de Morro, que gera um vício profundo, que os destrói internamente e que os leva a perder totalmente o controle das ações. Não me entendam mal, não estou querendo dizer que só os “Ricos” “tem direito a se drogarem”. Cada um faz o que quiser com sua vida, inclusive destruir-lá. Mas o que eu quero dizer aqui é que as drogas consumidas por turistas e classe média/alta do Morro não são um problema tão grave para a comunidade, para os consumidores talvez sim…ou não, mas não tanto para o resto da comunidade. Em geral estas pessoas têm os recursos econômicos para bancar seu vício e inclusive tem acesso a drogas que não tem tanto poder destrutivo como o crack. Mas o que acontece quando um menino do Morro que não tem como bancar suas pedras de Crack fica viciado ? Ele não tem, pela sua idade a preparação mental que poderia ajudar a sair dessa, não tem o dinheiro que precisa para comprar o Crack e muitas vezes não tem uma estrutura familiar que dê suporte as isoladas intenções de sair. Não posso disser que todos os consumidores de crack vão terminar pelo “mal caminho”, mas provavelmente o panorama que se apresenta nesse momento não deixa muitas alternativas. E ai que se torna um problema para toda a comunidade de Morro. E por isso que temos que agir de um modo enérgico contra os traficantes de Crack. Todos os que moramos aqui sabemos que no Morro é relativamente fácil saber quem são os distribuidores….e só querer saber…ou mais bem, querer fazer alguma coisa sobre o assunto.

Existem, óbviamente, muitas outras razões também responsáveis do clima de insegurança que vivemos hoje em Morro de São Paulo… como a entrada sem controle de novos moradores que veêm em busca da “America”, falta aparente de interesse da prefeitura em solucionar tudo relacionado a insegurança, etc. Mas, a meu parecer as causas enumeradas acima são as principais.
O fato é, basicamente, que Morro não é o que já foi em relação a segurança e está em nós agirmos para evitar que isto se torne irreversível.
Temos que exigir que a Policia prenda os conhecidos traficantes de Crack, que investiguem profundamente as ocorrências, que a prefeitura leve algum tipo de censo da população nova entrando no Morro (são tem 3.000 mil moradores, não é tão difícil!).
Lembram-se do famoso J. Almeida ? Todos sabem que alguns de seus métodos passavam se dos limites, mas só ele conseguiu gerir nos moradores uma sensação de segurança. Por que ? Por que ele sim tinha intenção de prender (ou a menos espantar) os delinqüentes do Morro de São Paulo. Não faz falta ser um experto para saber como encontrar os “dealers” do Crack do Morro, nem como prender aos assaltantes que vem atacando a turistas na Fonte do Céu, nem tão difícil fazer uma investigação profunda após uma ocorrência como a de ontem na casa de Daniel, o padeiro. Mas para tudo isso tem que ter ATITUDE, termo que os responsáveis pela segurança da comunidade parecem não conhecer.

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4 Responses

  1. 1
    joao fernandes 
    quarta-feira, 13. janeiro 2010

    Sou Português e gostava de ir conhecer o Moro mas com tanta violência a coisa torna-se dificil
    Gostava que me aconselha-se quais os locais que devo optar para evitar a violência.
    Cumprimentos
    Joao

  2. 2
    Rosangela Santos 
    segunda-feira, 8. fevereiro 2010

    Estou impressionada com a quantiade de drogas circulando livremente na ilha. A maior parte trazida por argentinas elas se prostituem com os nativos de forma assustadora. As italianas então nem se fala. O problema é que os policiais segundo a dona da pousada onde fiquei 4 dias e śo tive paz em 2 (pousada Estrela do Mar na 2ª praia - pois tenho 32 anos e foi a pior de minha vida) recebem dinheiro para deixar os turistas a vontade. E bater apenas no crack. Há tb nítidas lavagem de dinheiro principalmente nos bares. Segundo nativos da área a politica/local é intruida para que nada seja revelaado. Uma pena muito belo mas tomado por argentinos e italianos. Até o por do sol é privatizado. Imagina se privatizassemos o por do sol de ipanema rs rs rs. E sobre a pousada é otima p/ drogados e turistas europeus e argentinos uma imundisse. Fica de frente p/ as festas onde rola tudo e p/ quem vem c/ criança impossivel pois não há paz. Por isso cuidado.

  3. Além do problema de falta de segurança,é um roubo ter que pagar R$-10.00 pra entrar no Morro de Sao Paulo.Será que essea cobrança é legal?

  4. Ola!!…ja fui em morro 2 vezes e nao aconteceu nada, nem nada suspeito. Porem fiquei receosa, pretendo ir agora em junho para aproveitar a baixa estacao pra relaxar. Fiquei com um pouco de medo….eh indicado ir na baixa estacao kd se tem menos pessoas?!

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