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Vá ao Teatro você também!! jan 15

O aplauso da platéia

O aplauso da platéia

Depois de andar uns 15 minutos pelo belo e misterioso Morro da Mangaba, eis que se chega ao Teatro do Morro de São Paulo. A caminhada, que para muitos é um terror, para mim é como um impulso, uma mola em direção a diversão, cultura e música em geral. Logo na portaria quem nos recebi é a Maria Lua, que se encontra na fase mais lua de sua vida em virtude da sua gravidez, e isso não a faz perder o pique, toda quarta feira ela está lá com um belo sorriso recebendo todas as pessoas. Entrando no Teatro se vê de imediato o Luciano, que é o Dj principal da festa com seu repertório turístico e variado de som. Daí a dica é tomar  uma cervejinha no bar de cima, para esfriar a malhação da caminhada. Foto vai, foto vêm, é hora de descer, porque a Ângela Toledo que é a poetisa da ilha, vai dar um show de interpretação com monólogos de própria autoria. O publico muito curioso e disciplinado aprecia com olhos de interesse a moça, que ao final recebi uma salva de palmas e gritinhos graciosos do tipo; - Linda…linda. Luciano volta a tocar, mas alguns descem ao espaço alternativo e ficam por ali sentados em volta da fogueira, jogando totó, apreciando os vídeos do telão ou simplesmente comendo uma iguaria, porque a larica uma hora chega. De repente todos voltam ao anfiteatro pois ta rolando uma super banda de forró e é hora de dançar agarradinho nos arredores da escadaria. No sobe e desce da festa, rola muita paquera e beijo na boca. Para os que estão solteiros, o Teatro é uma boa opção, pois o clima intimista é marcante, e pra quem está apaixonado, o lugar também oferece espaço ideal, mesmo porque para os enamorados qualquer lugar que seja é lindo, divino e maravilhoso. No fim da festa é hora de retornar, e a volta é bem menos ofegante, pois é de conhecimento geral que pra baixo todo santo ajuda. Sendo assim, na próxima quarta-feira, vá ao Teatro, e acredite: A VIDA É SEMPRE UM PALCO ILUMINADO!!!!

Category: Festas de Morro  | Tags: , , , , , , ,
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One Response

  1. 1
    Sandra Amaral 
    quinta-feira, 15. janeiro 2009

    Prezados Senhores:

    Sofremos um constrangimento moral e físico sem precedentes ao desembarcar naquele caos de pear, onde absolutamente ninguém responde por nada, onde não existem responsáveis pelo aprisionamento que sofremos no pear, embaixo de um sol de 40 graus por mais de 40 minutos. Ao chegar, encontramos um pear atulhado de pessoas que queriam ir embora, competindo espaço com nós outros, que desembarcávamos e tínhamos que avançar, mesmo sem ter onde pôr os pés. A escada de desembarque não tem corrimão, assim como vários trechos do pear também não, e pessoas que queriam embarcar, ocupavam o lado da parede da escada, de modo que tínhamos que nos equilibrar com malas, pé ante pé, na escadinha sem proteção que dava para o mar. Ao sairmos ilesos desta primeira etapa, restava ainda muitos outros desafios, e como náufragos perdidos, avançamos corajosamente rumo a terra firme, em busca de uma ajuda, uma catraca que nos deixasse passar, uma mão, uma boia ou seja lá o que fosse.

    A nossa frente íamos abrindo caminho entre malas e pessoas se equilibrando para não escorregarem para o mar, empurrões e xingamentos quando o guia fazia-nos avançar um passo, idosos passando mal e duas pessoas desmaiadas (na volta). Na hora, não tive presença de espírito para tirar fotos para você colocar em seu mural.

    Quando perguntávamos para os agentes locais o que estava acontecendo, eles simplesmente riam e baixavam a cabeça. Mas fui persistente em minha pesquisa. Descobri com a Carmem, a dona da pousada Solar do Morro, muito educada e gentil por sinal (de verdade), que para ajudá-los a solucionar problemas como este (note que de vítima passei a ser uma colaboradora), deveria redigir um relato por escrito na Prefeitura da Ilha! Lá fui eu bater na porta dos Servidores (Constrangedores) Públicos. E escrevi o relato. Na ocasião fui informada que a empresa que administra o pear, a TWD, estava ausente (em greve) e que a prefeitura não podia pegar a administração para si. Pelo que pude entender, a TWD pratica a política da República dos Coronéis Baianos, com o desmando, a corrupção e a incompetência costumeiros. Finalmente o mistério começava a desvendar-se! Fomos aprisionados porque o embarque e desembarque da ilha estavam fechados, inoperantes, e ninguém sabia ou lembrou de nos avisar isto em São Paulo, ou mesmo em Salvador, ou mesmo recomendar que chegássemos a nado, se é que fazíamos tanta questão assim do roteiro!

    Sandra Amaral

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